Anyone that goes to Inhotim, one of Brazil's most interesting cultural institutions, is most likely to be blown away by the Adriana Varejão pavillion. There you will find one of the artist's larger scale works, entitled Celacanto Provoca Maremoto (Coelacanth causes seaquake), an abstracted take of what seems to be an oceanic storm - composed of large, individual ceramic tiles that are cracked and hold within them a unique part of the oceanic chaos that Varejão evokes. Lost amidst the waves are wings, angels and other decorative elements that evoke fluidity and the spiritual forces that seem to conduct nature. To anyone looking for an adequate artwork for the Olympic aquatic stadium, this would seem like the perfect fit - which is precisely why this artwork will be reproduced in an even larger scale and on plastic canvases. 

In fact, the choice to have Adriana as one of the artists of the Rio Olympics is a sensible one not only because of this work specifically, but rather because of the artist's nature. Her primary interests are "the melange of countries" and the absorption of varying cultures. Adriana has focused heavily on racial issues within Brazil with her series Polvo (2014) in which she addressed the often discriminatory terms to describe the nation's widely varied skin tones that are a consequence of its racial mix. It's known that a lot if her work deals with the process of anthropophagy,” a word used by Oswald de Andrade in his 1928 Manifesto Antropófago, which proposes that the native peoples of Brazil absorb European culture into their own traditions. Adriana certainly absorbs colonial cultures into her strongly Brazilian art, but not without first breaking it down. 

And this is what I love most about her art - it generates questions, rather than answers. To dive into one of Adriana's works is to dive deep into an ocean of cultures, ethnicities and all their never-ending complexities. 


Qualquer um que vá para Inhotim, uma das instituições culturais mais interessantes do Brasil, provavelmente ficará impressionado pelo pavilhão Adriana Varejão. Lá você encontrará um dos trabalhos em larga escala da artista, intitulado Celacanto Provoca Maremoto, uma visão abstrata do que parece ser uma tempestade oceânica — composta por grandes azulejos de cerâmica individuais que estão rachados e apresentam dentro de si uma parte única do caos oceânico que Varejão evoca. Perdidos entre as ondas estão asas anjos e outros elementos decorativos que evocam fluidez e as forças espirituais que parecem conduzir a natureza. Para qualquer um procurando por uma obra de arte adequada para o estádio aquático olímpico, esta seria uma combinação perfeita, e é precisamente por isso que esta obra de arte será reproduzida em uma escala ainda maior e em telas de plástico.

Na verdade, a escolha de ter Adriana como um dos artistas das Olimpíadas do Rio é uma escolha sensível, não apenas devido ao seu trabalho especificamente, mas também por causa da natureza da artista. Seus interesses primários são “a mescla de países” e a absorção de culturas variadas. Adriana focou pesadamente em questões raciais dentro do Brasil com sua série Polvo (2014), na qual ela abordou os termos frequentemente discriminatórios para descrever os altamente variados tons de pele da nação que são consequência de sua mistura racial. É sabido que muitos de seus trabalhos lidam com o processo de antropofagia, uma palavra usada por Oswald de Andrade em seu Manifesto Antropófago de 1928, que propões que os povos nativos do Brasil absorveram a cultura europeia em suas próprias tradições. Adriana certamente absorve culturas coloniais em sua arte fortemente brasileira, mas não sem antes desmembrá-las.

E isso é o que eu mais amo em sua arte — ela gera questões em vez de respostas. Mergulhas em um dos trabalhos de Adriana é mergulhar fundo em um oceano de culturas, etnicidades e todas as suas complexidades sem fim.


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