It's been years since I have lived in Rio and everytime I visit the city I just grow more impressed. There is a whole part of town - the historical port zone - that is being revitalized and one of the most important parts of this revitalization project - the Museu do Amanhã (Museum of Tomorrow) has just opened its doors. 

So how can a museum - an institution whose function is to preserve the past - collect possibilities of what will be the future? Through the 5 different sections of the main exhibition - the Cosmos, planet Earth, Anthropocene, Tomorrow and Us - we are encouraged to question: who are we, where did we come from, where are we going - and I suppose the most important question of them all - where do we wish to go? The museum is not so much about providing answers but rather about stirring questions that all lead to one major conclusion: let's build our tomorrow together. In that sense,at the Museum of Tomorrow we are participants, rather than spectators.

The current temporary exhibitions focus on the changes happening about the area that surrounds the museum as well as on the work of the super progressive Danish artist collective Superflex. In their art installation, visitors get to walk through the museum from the perpective of cockroaches, an insect that has resided on Earth for over 300 million years and may as well live here well beyond mankind. This makes us all question, "To whom does tomorrow belong?", specially when considering the fact that us humans are destroying their own habitat. I left the museum very thoughtful, but at the same time, very hopeful for a better tomorrow. 


faz anos desde que eu morei no Rio e toda vez que visito a cidade eu fico mais impressionada. Tem uma parte inteira da cidade — a zona histórica do porto — que vem sendo revitalizada, e uma das partes mais importantes de seu projeto de revitalização — o Museu do Amanhã — acabou de abrir suas portas.

Então, como pode um museu — uma instituição cuja função é preservar o passado — colecionar possibilidades de como será o futuro? Através de cinco seções diferentes da exposição principal — o Cosmos, o planeta Terra, Antropoceno, Amanhã e Nós — somos encorajados a questionar: quem somos nós, de onde viemos, para onde estamos indo e — acho que esta seja a pergunta mais importante de todas — para onde queremos ir? O museu não tem como objetivo fornecer respostas, mas sim instigar perguntas que levam a uma conclusão principal: vamos construir nosso amanhã juntos. Nesse sentido, no Museu do Amanhã, nós somos os participantes em vez de os espectadores.

As atuais exposições temporárias focam nas mudanças que estão ocorrendo na área que cerca o museu, assim como no trabalho do coletivo de artistas dinamarqueses superprogressivos Superflex. Em sua instalação, os visitantes podem andar pelo museu através da perspectiva das baratas, um inseto que mora na Terra há mais de 300 milhões de anos e provavelmente viverá aqui por muito mais tempo do que a raça humana. Isso nos faz questionar, “A quem pertence o amanhã?”, especialmente quando consideramos o fato de que nós, humanos, estamos destruindo nosso próprio habitat. Eu saí do museu muito pensativa, mas, ao mesmo tempo, muito esperançosa por um amanhã melhor.


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