Although my days in Rio were sunny and hot, I traded some hours at the beach to see some local art. The city's Museum of Modern Art (MAM) has recently opened an exhibit on Brazilian artist Laercio Redondo, who I love! In his work we see reinterpretations of happenings that occur within urban settings, and they usually make reference to Brazilian modernist architecture and history. 

In the exhibit, we get to see 11 different works,from video installations to photos and sculptures.They focus on artists who were of great importance to the Brazilian Modernist tradition, like Athos Bulcão, Lota de Macedo Soares and Lina Bo Bardi. The installation "Desvios" (Detour) is a homage to the artist Lota, the name behind the landscapes of Parque do Flamengo (Flamengo Park), the beautiful area which surrounds the MAM and is an iconic construction of Rio. The video, which is almost one-hour long, is sensitive and breath-taking. Redondo also highlights the work of Athos, known for his amazing tile work, through a video that translates one of his murals into a music sheet ~ because at the end of the day, the arts all fuse into one. 

Yes, the work of Laercio Redondo is beautiful, but what I saw in this exhibit was so much beyond aesthetics: the artist brought to light important figures who have been marginalized by the passing of time and reminded us of works that were made for the general public but were, at the same time, extremely poetic and sensitive. It was lovely to understand the true meaning of Brazilian Modernism as it was back in the day, through contemporary art today. Thank you, Laercio!


Embora meus dias no Rio tenham sido ensolarados e quentes, eu troquei algumas horas na praia para ver um pouco da arte local. O Museu de Arte Moderna (MAM) da cidade inaugurou recentemente uma exposição sobre o artista brasileiro Laercio Redondo, a quem eu adoro! Em seu trabalho vemos reinterpretações de acontecimentos que ocorreram dentro de configurações urbanas, e elas normalmente fazem referência à arquitetura e à história modernista brasileira.

Na exposição, podemos ver 11 trabalhos diferentes, de instalações de vídeos a fotos e esculturas. Eles focam em artistas que tiveram grande importância à tradição modernista brasileira, como Athos Bulcão, Lota de Macedo Soares e Lina Bo Bardi. A instalação “Desvios” é uma homenagem à artista Lota, o nome por trás das paisagens do Parque do Flamengo, a linda área que rodeia o MAM, e uma construção icônica do Rio. O vídeo, que tem quase uma hora de duração, é sensível e de tirar o fôlego. Redondo também destaca o trabalho de Athos, conhecido por seu incrível trabalho em azulejo, por meio de um vídeo que traduz um de seus murais em uma partitura musical — porque, no fim do dia, todas as artes se fundem em uma.

Sim, o trabalho de Laercio Redondo é lindo, mas o que eu vi em sua exposição estava muito além da estética: o artista colocou figuras importantes em foco, figuras essas que foram marginalizadas com o passar do tempo, e nos lembrou de trabalhos que foram feitos para o público em geral, mas que são, ao mesmo tempo, extremamente sensíveis e poéticos. Foi adorável entender o verdadeiro significado do Modernismo brasileiro como era antigamente, através de arte contemporânea atual. Muito obrigada, Laercio!


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