Few modern artists are as primitive, raw and real as Giacometti, which is the reason why I am such an admirer of his work. And this is also why I am dying to see the National Portrait Gallery exhibition on the potraits of this artist - which I will do as soon as I am back to London.

Just as Giacometti's art is about the human essence, the exhibition - which takes on the name pure essence - is all about the human essence of this artist. Instead of focusing on an avant garde Paris - with which the artist is immdediately associated - at the exhibition we get to see a painter and sculptor whose true focus was on his intense relationships with those around him. His mother, father and siblings are pictured frequently, from the beginning to the end of his career. In fact, the subject for his first sculptures was his brother, and forty years later, his brother was still pictured, but in the unconventional artistic language that Giacometti developed and is known for. 

The truth is, Giacometti'sbiggest obsession was maybe not creating art, but rather capturing the spirit of those around him through art. In a Post-War period during which art was cold and dry, the artist attempted to instill emotion, passion - life - into art. And through this act, he turned the ordinary into heroic. Common people are immortalized and will be eternally felt - not just seen - by observers world wide. This is the beauty of Giacometti: the beauty of capturing life through art - and wasn't that art's primal function before we could even call it art? 


Poucos artistas modernos são tão primitivos, sensíveis e reais quanto Giacometti, que é a razão pela qual sou tão admiradora de seu trabalho. E essa também é a razão pela qual estou morrendo de vontade de ver a exposição da National Portrait Gallery (Galeria Nacional de Retratos) sobre os retratos deste artista — o que farei assim que estiver de volta a Londres.

Assim como a arte de Giacometti é sobre a essência humana, a exposição — que recebe o nome pura essência — é toda sobre a essência humana desse artista. Em vez de focar na Paris de vanguarda — com a qual o artista é imediatamente associado — na exposição podemos ver um pintor e escultor cujo verdadeiro foco era em seus relacionamentos intensos com aqueles ao seu redor. Sua mãe, seu pai e seus irmãos são frequentemente retratados, do início ao fim de sua carreira. Na verdade, o objeto de suas primeiras esculturas foi seu irmão e, quarenta anos mais tarde, seu irmão ainda era retratado, mas na linguagem artística não-convencional que Giacometti desenvolveu e pela qual é conhecido.

A verdade é que a maior obsessão de Giacometti talvez não tenha sido criar arte, mas sim capturar o espírito daqueles ao seu redor através da arte. Em um período pós-guerra, durante o qual a arte era fria e seca, o artista tentou instilar emoção, paixão — vida — na arte. E, através desse ato, ele transformou o comum em heroico. Pessoas comuns foram imortalizadas e serão sentidas eternamente — não apenas vistas — por observadores do mundo inteiro. Essa é a beleza de Giacometti: a beleza de capturar a vida através da arte — e não era essa a função primária da arte antes mesmo de podermos chamá-la de arte?


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